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PEELING DE MILHÕES: Quais os melhores peelings para o rejuvenescimento?

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Peelling, do verbo Inglês “to peel”, quer dizer descamar, descascar, despelar. Porém, nem todo peeling tem a função ou efeito colateral descamativo e muitos têm como ação a hidratação da pele. Para que possamos entender o que isso significa, se faz necessário entender sua função, sua profundidade e seu objetivo junto a pele a ser tratada.

 

A principal e mais importante função do peeling é incrementar a renovação celular. Com isso, temos como efeitos secundários o rejuvenescimento, o clareamento e o efeito “glow”, que é uma iluminação e vitalidade para a pele.

 

Os peelings se classificam entre: físicos (agentes abrasivos), mecânicos (quando se faz uso de um equipamento), enzimáticos e químicos. Todos têm como efeito a renovação celular. E quando precisamos de renovação celular? Após os 25 a 30 anos a pele começa a ter perda de colágeno e a “maquinaria celular” começa a apresentar sinais de “cansaço”. Nesse momento podemos entrar com a ação dos peelings.

 

Normalmente, usamos uma esfoliação leve (peeling físico) ao iniciar a maioria dos nossos procedimentos estéticos. Isso permite uma maior permeação dos ativos e remoção das células mortas (corneócitos que já estão se desprendendo), quando a pele se encontra com maior queratinização, lançamos mão de peelings com maior poder abrasivo, então, usamos a microdermoabrasão também conhecido como peeling de diamante ou peeling de cristal (peeling mecânico) e seguimos com o procedimento estético.

 

Embora seja quase que frequente essa tomada de decisão, é necessário, durante a consulta e avaliação, ter certeza da real necessidade desse passo no tratamento estético, haja visto que muitas vezes nos deparamos com peles sensibilizadas, com dermatite e xeroses onde esse tipo de peeling não é recomendado.

 

O peeling enzimático tem a ação de promover a disjunção dos corneócitos que estão em sua etapa final, mas que ainda não se desprenderam totalmente, além de melhorar o aporte de nutrientes e melhora da circulação sanguínea, pois auxilia na remoção de depósitos e toxinas.

 

Enfim, os peelings químicos se classificam em: alfa hidroxiácidos, beta hidroxiácidos e polihidroxiácidos, cada um com uma função específica dependendo de seu radical hidroxila. Tanto os alfa hidroxiácidos quanto os beta hidroxiácidos tem a função de retirar a água da célula e, por isso, podem apresentar uma maior descamação, o que não é regra. Já os betas hidroxiácidos têm a função de repor a água nas células, muito usados para hidratação, um exemplo clássico é a gluconolactona.

 

Falando em incremento celular, isso significa que estimula a renovação celular, grosso modo, coloca-se a célula germinativa da epiderme para trabalhar como que se ligasse uma chave, onde ela aumentaria a produção de células novas. Ora, vamos pensar, se as células têm um ciclo evolutivo em todo e qualquer lugar em que ela apareça, a pele não poderia ficar de fora. Então a epiderme surge na acamada germinativa e começa a ser empurrada pelas suas “irmãs” que vem logo abaixo. Nesse processo ela vai amadurecendo e passando por transformações até chegar no fim de seu ciclo que é quando descamamos.

 

Se o peeling químico tem a ação de estimular essa renovação celular, é mais do que óbvio que as células mais “velhas” vão dando espaço para as mais “novas”, aí entra a função de clareamento porque estamos retirando essas células manchadas e esse é o primeiro ponto do clareamento, mas há outros pontos. Os peelings químicos também apresentam funções de clareamento e despigmentação, como é o caso do ácido lático (alfa hidróxiácido derivado do leite) que inibe ação da enzima tirosinase, bloqueando a melanogênese (processo de formação da melanina), atuando como clareador e agindo como despigmentante quando dispersa os grânulos de melanina formados e depositados.

 

Concluindo o raciocínio, uma boa avaliação e compreensão da pele te leva a resultados de excelência. Os peelings são um excelente recurso no planejamento de um tratamento antiaging, e pode ser usado desde a prevenção até o preparo da pele para receber outros tratamentos até conseguir sozinho excelentes resultados para atenuar os sinais do envelhecimento.

“Na disciplina de Cosmetologia e Peelings, ensinamos o aluno avaliar a pele do cliente e, a partir dessa avaliação, montar um planejamento de tratamento personalizado para o cliente para a obtenção dos melhores resultados sempre priorizando a segurança”, explica a Profa. Patrícia Ferezin, docente do programa de pós graduação da Rãmaga Pró Estética, graduada em ciências biológicas modalidade médica, pós-graduada em medicina tradicional chinesa, biomedicina estética e mestre em patologia experimental.

 

Comentário

  1. Post comment

    Olá!!! Por q é tão difícil acabar com o melasma? Se a pele descama por que a mancha continua?

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